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RBA: Empresas buscam líderes no mercado de trabalho

Destaque nas empresas, ele é também alvo das principais empresas no Brasil e no mundo

O papel da liderança tem aumentado, cada vez mais, no mundo nos últimos anos. É o que  mostra a pesquisa da consultoria Mckinsey, em que 90% dos CEOs planejam aumentar investimentos na formação de lideranças, pois veem como importantes para a constante transformação do capital intelectual e essencial para escalar os negócios nas organizações.

Atribuição que exige do dirigente a capacidade prática de constante transformação, seja no capital humano ou intelectual, a liderança tem se tornado cada vez mais relevante nas empresas — a ponto de ser imprescindível para desenvolver cenários dinâmicos e complexos. Independentemente do quão talentoso seja o gestor, o erro é inevitável e torna-se inerente ao cargo de gestão.

Insistir em fórmulas engelhadas ou obsoletas pode ser o erro mais comum cometido por empresas e instituições, principalmente quando o sucesso da organização foi galgado em determinada cultura, estilo de gestão e liderança. É o que conta o especialista em ‘Desenvolvimento Humano e Organizacional’, Alexandre Marins, quando relaciona o apego por garantias ultrapassadas da própria gestão a uma ameaça organizacional. 

Para ele, a revisão dos modelos tradicionais de negócio e gestão se faz necessária, bem como da cultura organizacional. Além disso, novos modos de trabalhar, de habilidades e comportamentos são necessários para alavancar a empresa e, ao demorar a compreender e agir, isso implica no tempo de reação da empresa à nova realidade.

“Uma questão que reflete as diferenças entre contextos temporais, é que enquanto as gerações mais antigas valorizavam a estabilidade e a autonomia, as mais jovens enaltecem a participação e o desenvolvimento. Somado a isso, no passado os colaboradores estavam dispostos a altos níveis de sacrifício e dedicação, enquanto as gerações mais novas não abrem mão de maior equilíbrio entre a vida e o trabalho”, afirma. 

Perfil 

Imaturidade profissional, postura coercitiva e a própria falta de habilidades interpessoais são fatores que revelam o perfil de um gestor ultrapassado, cujas características nada somam ao comprometimento, sinergia e entusiasmo entre líder e liderado. A sustentabilidade da equipe está na essência da liderança que intimamente interpreta o desenvolvimento laboral, no legado deixado por antecessores e nas relações interpessoais estabelecidas. 

De acordo com a mestra em Administração e professora na PUC-RS, Loraine Müller, é sempre oportuno entender o propósito maior que cada dirigente precisa ter, e isso vai além de se perpetuar no cargo. Eles desenvolvem seres autônomos, não dependentes, que a partir desta autonomia assumem responsabilidades sociais e organizacionais. 

Para a professora, o líder não precisa ter respostas para tudo, mas é dele a missão em fazer com que a equipe contribua e sugira soluções para os problemas apresentados. Na mesma linha, é função do gestor criar coerência entre ações e discursos, e não o contrário, pois deve ser dele a vontade de motivar, criar credibilidade e um canal aberto entre a liderança e o liderado, além de fomentar a formação de novos quadros. 

“Líderes criam pontes, e não aumentam abismos, por isso se a equipe é imatura pode ser oportuno ter um líder que a oriente e desenvolva. Já se for madura, precisa de alguém que a acompanhe e seja uma espécie de mentor que ajude a inovar. Os papéis mudam de acordo com cada contexto”, pondera. 

FONTE: Paulo Melo, Assessoria de Comunicação CFA

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