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CFA: BBB 22 vai além do entretenimento e dá lições de marketing e carreira

Você pode até nunca ter assistido ao Big Brother Brasil, mas certamente já ouviu falar ou leu a respeito. O programa está na sua vigésima segunda edição e é um dos mais longevos, populares e rentáveis do país. Apesar de ser uma atração voltada para o entretenimento, é possível aprender muitas lições de carreira com a casa mais vigiada do Brasil.

O diretor de Comunicação e Marketing do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Diego da Costa, assume que não assiste a atração. Entretanto, ele reconhece que o programa é um caso à parte quando analisado do ponto de vista do marketing.

“Ele tem mais de 20 anos de existência e é inegável que, ao longo desse período, conseguiu se adaptar aos novos formatos de comunicação. Em tempos de redes sociais, então, nem se fala: o engajamento que ele promove é surpreendente”, explica.

Quando o assunto é carreira e gestão, o BBB não fica atrás. Entre uma treta e outra dos participantes, os gestores, profissionais e organizações podem aprender importantes questões. O administrador Diego lista algumas delas.

Trabalho em equipe

No BBB, 20 pessoas ficam confinadas em uma casa e disputam entre si um prêmio em dinheiro de encher os olhos: R$ 1,5 milhão. A cada semana, eles participam de provas que podem levar ou não a eliminação de alguém. Para fugir do temido “paredão”, em alguns momentos os participantes precisam trabalhar juntos.

Na empresa também é assim. “Os colaboradores precisam ter esse senso de equipe, pois é essa colaboração que fará a diferença no resultado final que a organização espera alcançar”, ensina Diego. O administrador faz até um paralelo com uma orquestra sinfônica.

“Se um dos músicos não se comprometer com a orquestra o som ao final não será de qualidade. Assim é nas equipes de alta performance. Cada colaborador é peça essencial do trabalho que será executado”, explica.

Diversidade

Uma das características do BBB é a diversidade. A cada ano, o programa traz participantes com perfis diferentes e ajuda a promover debates sobre racismo, preconceito contra idoso, homofobia, transfobia, entre outros.

Diego conta que a diversidade também é pauta no mercado de trabalho e que as organizações precisam ser mais inclusivas para profissionais negros, LGBTQIA+, idosos e com deficiência. “Há muitos talentos que são desperdiçados por causa do preconceito e falta de oportunidades”, afirma.

O CFA já ajudou a promover importantes debates sobre a diversidade. O mais recente aconteceu no CFAPlay.

Estratégia

Tem gente que entra no BBB para curtir. Porém, há aqueles que, assumidamente, chegam dispostos a jogar. Para vencer, eles falam sobre suas estratégias. Estão o tempo todo pensando em táticas para permanecer no jogo.

Na vida real, a visão estratégica também ajuda muitas empresas. “Na Administração é o que chamamos de planejamento estratégico e uma das ferramentas para isso é a Análise SWOT. Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve, já dizia o ditado. Sem esse plano, as empresas perecem rapidamente Do contrário, o gestor conseguirá tomar decisões importantes, poderá se antecipar a crises e analisar as situações com mais assertividade”, descreve o diretor do CFA.

Inteligência emocional

Os participantes do BBB são expostos a muitas situações que exigem deles preparo mental. No jogo da discórdia, por exemplo, eles lavam a roupa suja e têm as emoções testadas no nível máximo.

A inteligência emocional nessa hora é fundamental. Na empresa, essa é uma soft skill valorizada entre os recrutadores. Uma reportagem publicada na Revista Brasileira de Administração revelou que, inclusive, que a maioria de contratações e demissões está relacionada ao tema.

“É preciso saber lidar com as próprias emoções, principalmente quando somos expostos a situações de estresse e pressão. O desequilíbrio emocional não é bem visto nas empresas e pode colocar sua carreira em cheque”, ensina Diego.

O assunto, inclusive, foi tema de uma das edições da série “Mente: sua aliada no desenvolvimento profissional” apresentado pelo psicólogo e mestre em Ciências da Saúde, Wagner Costa. Na live com o jornalista Paulo Melo, ele abordou a questão



FONTE: Ana Graciele Gonçalves, Assessoria de Comunicação CFA