Há momentos na vida em que uma simples decisão transforma completamente nossa trajetória. Para Josian Pereira, Bacharel em Administração pela Universidade de Brasília e Analista Administrativo no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, esse momento chegou quando ele precisou emitir sua primeira Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). E o que ele descobriu mudou não apenas sua carreira, mas a forma como ele enxerga seu próprio valor profissional.
Trabalhar em um hospital universitário público significa lidar diariamente com licitações, fiscalização e gestão de contratos. Josian fazia isso com dedicação, mas algo estava faltando. “Minha virada de chave aconteceu quando comecei a ser nomeado para fiscalizar e gerir os contratos, precisando emitir minha primeira ART”, contou ele.
Foi nesse momento que tudo mudou. Ele deixou de ser apenas mais um profissional que acompanhava serviços. Ele se tornou um profissional legalmente responsável por resultados perante a instituição, o conselho e a sociedade. A diferença pode parecer sutil, mas é profunda. “O sentimento é o mesmo de quando vi meu nome no projeto pela primeira vez”, ele revela. “Sentimento de pertencimento, reconhecimento e muita responsabilidade.”
A importância da ART ficou ainda mais clara em um dia que poderia ter se tornado um pesadelo administrativo. O hospital possui um módulo de sistema que precisa ser alimentado a cada medição para que os fornecedores recebam seus pagamentos. Sem a finalização do sistema, tudo para. E para finalizar? É necessária a ART.
Naquele dia específico, das pessoas habilitadas a operar o sistema, apenas Josian estava presente. “Caso não tivesse a minha ART regular e disponível naquele momento, o processo pararia”, ele relembra. O que estava em jogo? Um efeito dominó devastador: atraso no repasse ao fornecedor, possível interrupção do serviço e um enorme transtorno administrativo para o hospital.
Quando questionado sobre o que a ART significa para ele, as palavras de Josian são cristalinas: “a ART é um divisor de águas na nossa carreira, sendo a diferença entre ser um executor e um autor. Ela protege porque delimita com clareza até onde vai a minha responsabilidade”, explicou o Administrador.
De acordo com a gerente de Registro e Fiscalização do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), Admª Janaína Bretas, a ART compõe o portfólio legal, registrado e centralizado na autarquia. “É a prova tangível do seu trabalho, da sua competência, da sua contribuição”, endossou.
A transformação na carreira de Josian é palpável quando ele fala sobre o antes e depois da emissão da ART. “Mudou muito, a ART é uma valorização do Administrador!”, ele afirma com convicção e ainda completa: “cada ART é um comprovante de que eu geri, coordenei ou fiscalizei com sucesso. Com ela, o trabalho que desenvolvo hoje em dia não gera valor apenas para a instituição, mas gera um grande valor para mim também, ao compor o meu acervo.”
A história de Josian nos faz refletir: quantos de nós trabalhamos incansavelmente, entregamos resultados, fazemos a diferença, mas não temos um registro oficial, legal e portável do nosso trabalho? Josian encontrou esse registro. E o mais importante: “o meu valor profissional está atrelado ao meu nome e ao meu registro, consigo levá-lo para qualquer lugar.”
A ART não é apenas um documento. É a validação do seu conhecimento, a proteção da sua responsabilidade e o registro permanente da sua competência. Se você é Administrador e ainda não solicitou sua ART, a história de Josian Pereira é um convite para você deixar de ser apenas um executor e se tornar um autor, convite para ter seu trabalho reconhecido não apenas pela instituição onde você está hoje, mas por toda a sua trajetória profissional.
É hora de transformar seu trabalho em legado!
Solicite sua ART. Torne-se o autor da sua própria história profissional.
Jornalista Márcia Menezes | Assessora de Comunicação
