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Ética e gestão pública marcam o segundo dia da VIII Convenção do Sistema CFA/CRAs

O segundo dia da VIII Convenção do Sistema CFA/CRAs foi dedicado a um dos pilares que sustentam a atuação institucional: a ética. Em um painel que reuniu representantes da Ouvidoria, da Comissão Permanente de Conduta Institucional (CPCI) e da Comissão Permanente de Ética e Disciplina (CPED), o debate destacou como os instrumentos de integridade vêm sendo fortalecidos para proteger a reputação do Sistema e ampliar a confiança da sociedade.

A coordenadora da CPCI, Adm. Isabela Fornari Muller, apresentou os desafios e as aplicações do Código de Conduta e Decoro do Sistema CFA/CRAs, documento que orienta a postura ética de conselheiros, colaboradores e demais envolvidos com a instituição. Segundo ela, o objetivo é consolidar uma cultura organizacional baseada em confiança, respeito e responsabilidade institucional.

Entre as diretrizes, estão a promoção de um ambiente de trabalho saudável e cooperativo, a valorização do diálogo e a proteção ao denunciante. Isabela também destacou que o fortalecimento dessas normas está alinhado às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), que incentiva a inclusão de princípios éticos em programas de capacitação e em processos administrativos, reforçando a importância da conduta ética tanto no exercício profissional quanto na gestão pública.

A comissão conta ainda com a participação do conselheiro federal do CRA-ES, Adm. Manoel Carlos da Rocha Lima, que atua como vice-presidente da CPCI, contribuindo para o aprimoramento das diretrizes de integridade no âmbito do Sistema.

Na sequência, a Ouvidoria do Conselho Federal de Administração (CFA) foi apresentada como um importante canal de diálogo entre a instituição e a sociedade. A ouvidora do CFA, Adm. Adriana Rodrigues da Silva, explicou que a estrutura funciona como mediadora de conflitos e ponto de escuta ativa para profissionais e cidadãos.

Mais do que receber manifestações, a Ouvidoria tem a função de encaminhar cada demanda ao setor competente e acompanhar sua resolução. “A ideia é que a Ouvidoria seja a voz ativa do profissional da Administração e também um radar de risco para a alta gestão”, destacou. Entre os pontos de atenção estão as manifestações registradas em plataformas públicas, como o Reclame Aqui, que também são monitoradas e respondidas pelo Sistema. Entre os próximos passos, está a aprovação da resolução que regulamentará oficialmente a Ouvidoria e a finalização da Carta de Serviços do Sistema CFA/CRAs.

Ainda no segundo dia, a Câmara de Gestão Pública (CGP) conduziu o painel “Gestão Pública para a Sociedade: Planejamento e Profissionalização da Administração Pública”. O diretor da câmara, Adm. Emerson Arantes, destacou que a nova gestão pública precisa ser orientada por transparência, descentralização e maior profissionalização da alta burocracia.

Segundo ele, a sociedade tornou-se mais vigilante e participativa, exigindo eficiência na gestão dos recursos públicos, um movimento que ajuda a superar práticas históricas de caráter paternalista ainda presentes em parte da administração pública brasileira.

O coordenador da CGP, Tecnol. Marcelo Gomes, apresentou ferramentas voltadas ao planejamento estratégico municipal, entre elas o Diagnóstico Brasil IGM-CFA, instrumento que permite avaliar indicadores de governança e desempenho da gestão pública. As plataformas, disponíveis gratuitamente aos Conselhos Regionais, foram apresentadas como suporte técnico para profissionais da Administração que atuam no setor público.

Com debates que conectam ética, transparência e gestão baseada em evidências, o segundo dia da Convenção reforçou o papel do Sistema CFA/CRAs na construção de instituições mais responsáveis e alinhadas às expectativas da sociedade.

Jornalista Márcia Menezes | Assessora de comunicação