CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO / ES

FBTW

Espírito Santo, 27 de Julho de 2016.



Notícias

26/10/2011
Como tornar o clima organizacional saudável?

A relação entre desempenho e clima organizacional é muito estreita. Isso é comprovado não apenas em pesquisas, mas sim no dia a dia. É notório que quem atua em uma empresa aonde o ambiente é agradável apresenta uma melhor performance tanto individual quanto em equipe. No entanto, ao contrário do que alguns profissionais imaginam, os índices positivos de satisfação interna não dependem exclusivamente de ações instituídas pelas empresas, mas também são conquistados pela contribuição de cada colaborador. E isso, diga-se de passagem, vale para qualquer nível hierárquico. Vejamos abaixo, que tipo de apoio as pessoas podem dar, para que o ambiente de trabalho não se torne sinônimo de aversão, mas sim de um local agradável e que oferece oportunidade de crescimento profissional e pessoal.

1 - Líderes preparados - Uma empresa só se torna saudável e tem um clima de satisfação positivo se contar com líderes que saibam qual papel junto aos liderados. Delegar ordens e exigir metas intangíveis só compromete o andamento dos trabalhos. Os objetivos podem até ser alcançados, mas à custa de profissionais estressados e que na primeira oportunidade cairá em campo para conquistar uma nova oportunidade.

2 - Espírito de equipe - Quem em algum momento não precisou do auxílio de algum colega de trabalho para tirar uma dúvida ou mesmo para trocar ideias? O espírito de equipe ou de "camaradagem" aproxima as pessoas e é considerada uma das competências comportamentais mais valorizadas pelas empresas competitivas.

3 - Fofocas? - Um dos motivos que mais comprometem o ambiente de trabalho é a fofoca que circula pelos corredores. Lembre-se que se um dia alguém é alvo do "disse me disse", amanhã o foco da fofoca poderá ser você. Então, ao primeiro sinal de burburinhos, se afaste ou você poderá se envolver numa confusão séria.

4 - Bom humor - É ótimo chegar a um ambiente em que seja visível o bom humor das pessoas. Isso, no entanto, não significa que local de trabalho seja perfeito para aquelas piadas de péssimo gosto e que, muitas vezes, envolvem um funcionário.

5 - Respeito à diversidade - Em um mundo onde a globalização provou que veio para ficar, o respeito ao diverso é considerado indispensável para que as pessoas convivam em harmonia. Respeite as diferenças e você também poderá exigir respeito à sua pessoa.

6 - Assédio - Não seja conivente com o "mobbing", expressão usada para qualquer tipo de ação que resulte em violência moral ou psíquica no local de trabalho. Quem apoia ou faz "vista grossa" ao "mobbing" pode dar força ao assédio moral dos trabalhadores.

7 - Simpatia é bem-vinda - Dar um: "Bom dia!", "Olá! Tudo bem?", "Até amanhã!"; "Bom feriado!". São frases curtas, mas que ajudam a quebrar o gelo entre as pessoas ou, no mínimo, demonstra que a educação prevalece no dia a dia.

8 - Limpeza "Sim" - A maioria dos profissionais passa mais tempo nas empresas do que em suas residências. Mesmo que a organização conte com uma equipe de limpeza que coordene bem a higienização dos ambientes, todo colaborador pode utilizar o lixeiro para jogar desde bolinhas de papel até o que sobrou do lanche.

9 - Equipamentos - Todo profissional tem sua ferramenta de trabalho e quando algum problema técnico surge, as atividades podem se acumular. Por isso, não custa desligar o equipamento que você utilizará no dia seguinte. Há pessoas que ficam reféns do retrabalho, porque não usam os materiais de forma adequada e em alguns casos podem comprometer não apenas suas atividades, mas também a de outros colegas.

10 - Normas de Segurança - Já que estamos falando em tomar determinados cuidados, não pense que sua experiência é suficiente para proteger você e seus pares. Lógico que quando se domina bem uma determinada atividade, as chances de êxito aumentam. Mas, a utilização de equipamentos de segurança também impacta no ambiente. Afinal, quem se sentirá bem ver um colega afastar-se porque foi negligente e pensa que "só acontece com os outros". Quando se convive diariamente com alguém, mesmo que não percebamos, são criados laços entre as pessoas que se manifestam em momentos delicados.

Fonte: RH.com.br

26/10/2011
Vaga para Coordenador de Recursos Humanos

Vaga para Coordenador de Recursos Humanos 

  • Graduação em Administração, Ciências Contábeis e Áreas Afins.
  • Desejável Pós Graduação em Gestão de Pessoas ou Recursos Humanos.
  • Experiência em Departamento Pessoal e Gestão de Recursos Humanos.
  • Habilidade com Sistemas ERP, desejável Mega.
  • Excel Avançado.
  • Desejável experiência com Saúde e Segurança e Serviços Gerais.

Interessados devem se cadastrar no site: www.selecta-es.com.br

24/10/2011
Prego que se destaca é martelado?

É possível lidar com isso e, acredite, usar a seu favor

Por Dalmir Sant'Anna 

Não há como negar a existência de pessoas que, ao contrário de contribuir com o desenvolvimento profissional, optam em bloquear seu crescimento com a disseminação de fofoca e ações de torcer contra. Você apresenta um trabalho na faculdade, recebe elogios do professor e, em vez de reconhecer seu esforço, a turma inveja suas conquistas. Em uma reunião na empresa, a liderança faz elogios sobre sua atuação e, intrinsecamente, há pessoas remoendo de ódio. É possível lidar com essas situações? Observe as dicas a seguir, sem jamais se esquecer de um ditado popular assim: "Prego que se destaca é martelado".

Procure conhecer melhor as armadilhas - Há sempre um alto preço a ser pago para alcançar o sucesso. Quanto mais a sua estrela irradiar luz, mais os olhos de pessoas invejosas e traiçoeiras estarão atentos para ofuscar seu brilho. Jamais esqueça que o desejo de uma pessoa invejosa é o de estar no seu lugar. Isso mesmo! Como não dispõe de competência, criatividade, senso de inovação e dinamismo como você, resta usar de sentimentos gerados pela inveja para destruir as suas qualidades, criando armadilhas para prejudicar suas conquistas. Pessoas com persistência para serem vitoriosas praticam o hábito de "cobrir os ouvidos" para quem, com frequência, diz que não dará certo. No começo pode parecer difícil, mas vamos tentar praticar esse exercício?

Pare de levar para o lado pessoal - Algumas pessoas ficam emburradas, tristes e com baixo índice de produtividade, por acreditarem que uma crítica é uma ofensa. Basta um comentário ou feedback, para que o comportamento sofra alterações imediatas, reagindo com ardor a comentários sobre o desempenho profissional ou ações pessoais. Quando uma pessoa indicar algo negativo que você fez, ou realizar piadas sobre seu sucesso, ao contrário de explodir de raiva, pratique o exercício de agradecer. Isso mesmo, gratidão. Pare de levar para o lado pessoal, pois a principal pessoa prejudicada é você. Pessoas bem sucedidas agradecem, pois o resultado de seu destaque não está somente em si, mas também no esforço e comprometimento da sua equipe.

Confiabilidade, disciplina e comprometimento são três ingredientes essenciais que conduzem uma pessoa às suas realizações. Sem a aplicabilidade desses três itens, os sonhos pessoais passam a ser como um castelo de areia, que a onda do mar consegue destruir com facilidade. Acredite que na sua volta há sempre adversários, torcendo para dar errado, como também há aliados, fazendo torcida positiva para o seu êxito pessoal e profissional.

Dalmir, mas se eu tentar e não funcionar? Lembre-se do que disse Phil Knight, fundador da marca Nike: "O segredo é tentar só mais uma vez, até o momento de acertar, porque o acerto final é maior que todos os erros anteriores".

Fonte: Administradores.com

Dalmir Sant'Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação" | www.dalmir.com.br

24/10/2011
CRA-ES não terá atendimento, sexta-feira, dia 28 de outubro

Caro(a) Administrador(a)

Informamos que não haverá expediente no CRA-ES no próximo dia 28 de outubro; conforme decisão da Diretoria. Após esta data, voltaremos ao horário normal de 9h às 18h e estaremos à disposição para melhor atendê-lo. 

Participe do seu Conselho e nos ajude a fortalecer a sua profissão!


20/10/2011
Tecnologia, novo paradigma da educação

O uso da tecnologia permanece obscuro quando o assunto é educação. Mas, apesar da controvérsia gerada pela aplicação da tecnologia no desempenho escolar, inúmeros estudos mostram aumento significativo no aprendizado com ajuda da informática, imagens 3D, plataformas digitais, lousas eletrônicas e uma vasta gama de aparatos tecnológicos. Um estudo realizado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), em parceria com o Ministério da Educação e o Instituto Sangari, mostra que, quanto maior a experiência de acesso ao computador, melhores os resultados obtidos em provas. O estudo, compilado sobre o título Lápis, borracha e teclado – tecnologia da informação na educação – Brasil e América Latina (2007), aponta aumento no desempenho dos alunos em diversas habilidades (cálculo, leitura e escrita) com o passar dos anos de uso das tecnologias da informação e da comunicação, que incentivam também os trabalhos em grupo e a colaboração entre estudantes.

O modelo de imagens tridimensionais (3D) para ensinar anatomia na graduação também foi estudado por Daren Nicholson (2006). Para analisar o ganho dessa tecnologia na educação, o pesquisador selecionou 57 estudantes de medicina, que foram aleatoriamente divididos em dois grupos: aqueles que estudaram a anatomia do ouvido e orelha humana com imagens 3D e aqueles que realizaram o mesmo estudo sem exposição ao modelo. No fim dos cursos, ambos os grupos foram convidados a responder a uma série de 15 perguntas sobre os conhecimentos adquiridos. Como resultado, a pontuação média do grupo de intervenção da tecnologia 3D foi de 83%, enquanto a pontuação do grupo que não fez uso dessa tecnologia foi de 65%. Na prática, o estudo mostra um ganho de mais de 20% no aprendizado com aplicação 3D.

Mas não só os estudos acadêmicos apontam para essa realidade. A informática, por exemplo, já é artigo obrigatório em salas de aula e em projetos e pesquisas feitas dentro da escola. Essa necessidade é percebida tanto pelos pais e alunos, quanto por instituições de ensino e professores. Assim, o ambiente acadêmico e escolar não só abre as portas para a enorme possibilidade de usos tecnológicos disponíveis, passando a ver com bons olhos notebooks, iPads, iPhones etc., como passam a investir em plataformas digitais, lousas eletrônicas e até em sala de aula 3D, recurso inédito no Brasil que está sendo inaugurado na Faculdade Estação Ensino, escola de pós-graduação em odontologia, com sede no Bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.  Mas quem acha que toda essa tecnologia é ainda uma realidade muito distante de nós está certamente enganado. Também na capital mineira, o Plug Minas, projeto do governo de Minas criado pela Secretaria de Estado de Cultura que atende a crianças da rede pública, inaugurou, em agosto, o Plug House. O objetivo dessa lan house é facilitar a vida dos jovens ao aproximá-los dos vários elementos da Cultura Digital. Na Plug House, os estudantes do Plug Minas aprendem e podem usar o espaço para ler e gravar CDs e DVDs, baixar e gravar arquivos salvos em pendrive, fazer downloads variados, criar documentos e acessar a internet. Todas essas atividades podem até parecer simples, mas representam um mundo de novas possibilidades e conquistas para aqueles que já nasceram na era da tecnologia. Entretanto, basta disponibilizar a tecnologia e oferecê-la aos alunos? Não. É importante não restringir o conhecimento e o acesso à tecnologia a crianças e jovens. O professor, educador por vocação, deve estar atento a essa nova linguagem de comunicação com o mundo. Devemos estar atentos às novas tecnologias, que são a janela de comunicação com o mundo: formando alunos, atualizando professores, ao mesmo tempo em que integram e expandem o aprendizado da sala de aula ao conhecimento do cotidiano. 

Fonte: Estado de Minas

Por: Carlos Alfredo Loureiro - Diretor científico da Estação Ensino Faculdade Ciodonto BH 

20/10/2011
Vagas de emprego para Administradores

Gerente Comercial

  • Desejável Graduação em Administração, Marketing e Áreas Afins; Conhecimento no Pacote Office; Responsável pela Manutenção e Prospecção de Clientes, Venda de Serviços e Acompanhamento de Metas.
  • Vale Transporte, Alimentação, Uniforme, Plano de Saúde, Plano Odontológico, Auxílio Faculdade e Participação nos Resultados.

Assistente Administrativo de Pessoal

  • Cursando Superior em Administração, Ciências Contábeis, Tecnólogo em Rh ou Psicologia. Possuir Conhecimento no Pacote Office Avançado, Legislação trabalhista, Sistema Microsiga e Ponto Eletrônico.
  • Benefícios: Vale Transporte, Alimentação, Plano de Saúde, Plano Odontológico, Cesta Básica, Seguro de Vida.

Analista de Custos

  • Graduação em Ciências Contábeis, Administração ou Economia; Necessário Nível Avançado em Excel; Desejável Conhecimento em Sistema ERP e Microsiga; Necessário conhecimento em Controladoria, Custos e Formação de Preços.
  • Benefícios: Vale Transporte, Alimentação, Plano de Saúde, Plano Odontológico, Cesta Básica, Seguro de Vida.

Interessados devem se cadastrar no Site: www.selecta-es.com.br

20/10/2011
Conselhos de Administração promovem ação histórica

No Congresso realizado em Turin, Itália, e em Genebra, Suíça, entre os dias 10 e 14 de outubro (2011), o Conselho de Administração Latinoamericado, Conselho de Administração Federal (CRF), Conselho de Administração Regional do Rio Grande do Sul (CRA-RS) e Conselho Regional do Rio de Janeiro (CRA-RJ) firmaram parceria com a Organização Mundial do Trabalho (OIT) em prol do trabalho decente.

O VII Congresso Mundial de Administração e o XII FIA, com o tema “O Mundo do Trabalho: Uma Visão Prospectiva da Administração”, reuniram aproximadamente 200 pessoas em uma intenção de mudanças de paradigmas na atuação da profissão do administrador, tendo como foco os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho estabelecidos pela OIT.

A declaração da OIT relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, adotada na 86ª sessão da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça, em Junho de 1998, rege: “a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva; a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório; a abolição efetiva do trabalho infantil; a eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão” (Fonte: OIT, Brasil). Nesse sentido, o trabalho decente, que visa convergir tais princípios e direitos, promulga o trabalho com proteção social.

Além disso, os Conselhos de Administração intentam corroborar com o Pacto Global pelo Emprego, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). O tema que foi explanado na palestra proferida pela Dra. Janine Berg, Economista na área do trabalho, OIT Genebra.

O Pacto Global pelo Emprego, acordado pelos países participantes do G20, visa combater a crise mundial, surgida desde 2008, através de estratégias de crescimento equilibrado, uma globalização mais justa e sustentável e as novas estruturas de governança global. O objetivo da ONU, assim, é o de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção em suas práticas de negócios de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate a corrupção.

A esse respeito, o Adm. Sebastião Luiz de Mello, Presidente do Conselho Federal de Administração do Brasil – CFA comentou: “vamos criar ações que se coadunem com o Pacto Global”.

Aspectos jurídicos do trabalho decente

Dentre os temas abordados, os aspectos jurídicos do trabalho foram explanados durante a Conferência. Em relação ao assédio moral, prática frequente com o objetivo de humilhar e denegrir a integridade do colaborador, a Juíza do Trabalho da Segunda Instância do Tribunal de Torino, Rita Sanlorenzo, comentou que este é um fenômeno em expansão. Com isso, o Parlamento Europeu estabeleceu políticas de prevenção que regem a nomeação de pessoas interessadas em ouvir os colaboradores que passam por esses problemas, em uma tentativa de que não incorram às esferas judiciárias. Assim, está sendo estimulada a criação de instâncias de mediação interna às organizações entre a vítima e o autor, de forma que os trabalhadores possam denunciar e conversar com o seu interlocutor. Além disso, alguns contratos coletivos já propõem sanções aos autores.

Por sua vez, o Dr. Federico Marterlloni, Professor da Universidade de Avvocato, Bologna, destacou que a história do início do Século XX foi regida pela limitação dos poderes dos empregadores com a criação de regras e legislações. A partir dos anos 80, surgiu uma competição empresarial em um mundo globalizado, gerando contratos de trabalho precários e o trabalho precário. Além disso, a globalização ocasionou a fragmentação dos sistemas jurídicos e ordenamentos, com a perda da centralidade das leis e a precariedade dos sistemas jurídicos. O que veio a despontar uma situação sui generis, pois, estabeleceu-se uma série de acórdãos que aceitam uma multiplicidade de tipos de contratos de trabalho sem se saber quais dos contratos devem ser adotados como os mais adequados.

“As normas do trabalho são inalienáveis”, comentou Marterlloni. O palestrante defendeu a noção de que deve haver um retorno à centralidade das leis e que, com isso, o trabalho, para ser considerado como decente, deve ser protegido pelos sistemas jurídicos e legislativos.

O doutor Mário Pianta, professor de Política Econômica da Universitá di Ubino, Itália, comentou que a competição mundial não se faz com baixo custo de investimento, mas com qualidade de produtos. É necessário, então, repensar o sistema de regras para devolver o poder aos trabalhadores, sindicatos, com propostas avançadas de políticas de direito.

Através das palestras proferidas, observa-se uma preocupação em nível mundial sobre a necessidade de que as políticas públicas em prol do trabalho decente sejam baseadas em um ordenamento jurídico que conte com leis protetivas ao trabalhador. Assim, torna-se necessário repensar a fragmentação das instâncias jurídicas, além dos fatores deletérios que surjam do assédio moral.

Novos modelos de atuação

O economista Carlos Hilsdorf, Conferencista Internacional e Pesquisador do Comportamento Humano, alertou que o trabalho perpassa a dignidade humana. “O trabalho em si não é digno ou indigno. Digno ou indigno são aqueles que contratam o trabalhador ou as condições que se oferece a esse trabalhador. O ser humano é que dignifica o trabalho”.

Portanto, através das palestras proferidas no Congresso, tem-se em conta que a angariação do trabalho decente, agenda da OIT, é um processo complexo que merecerá reflexões em várias instâncias, na esfera pública e privada, além do âmbito legislativo e judiciário. Nesse sentido, o papel do administrador ganha importância no estabelecimento do trabalho decente como profissional gestor nos multifacetados âmbitos em que atua.

Tendo como foco que o trabalho decente poderá propiciar maior crescimento socioeconômico, maior lucratividade as empresas e maior ingresso dessas no mercado internacional, pois é o trabalho que propicia que as famílias possam sair da pobreza e gera o crescimento sustentável dos Estados, em um processo histórico, os Conselhos de Administração promoveram, através desse Congresso, a formulação de novos paradigmas ao papel do administrador. Cabe ao administrador o gerenciamento responsável e ético, com a missão da transformação social do trabalho, sendo um agente de construção das realidades locais do mercado globalizado, tendo em vista que apenas uma economia sustentável poderá salvaguardar os países, Estados e o Mundo de crises, tal como o exemplo da crise que ora foi vivenciada.

O evento foi promovido pelos Conselhos de Administração Federal (CFA), Regional de Administração do Rio Grande do Sul (CRA-RS) e Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), sendo sediado na Faculdade de Economia e Negócios da Universidade de Torino e na Organização Internacional do Trabalho – OIT – de Genebra.

Fonte: Consumidor RS

Autor: Marli Appel – doutora em Psicologia Social 

Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte

20/10/2011
Trabalho decente adquire novas perspectivas através dos Conselhos de Administração

Encerra o VII Congresso Mundial de Administração e o XII FIA, em Genebra, Suíça

O encerramento do VII Congresso Mundial de Administração e XII Fórum Internacional de Administração (FIA), com o tema “O Mundo do Trabalho: Uma Visão Prospectiva da Administração”, ocorreu na última sexta (14.10), em Genebra, Suíça, na sede da Organização Mundial do Trabalho (OIT). Compuseram a mesa de encerramento o Dr. Juan Felipe Hunt, Chefe de Seção de Cooperação para o Desenvolvimento da OIT; Presidente do Conselho Federal de Administração do Brasil – CFA; Adm. Sebastião Luiz de Mello; a Adm. Cláudia Stadtlober, Presidente do Conselho de Administração do Rio Grande do Sul – CRA-RS, Brasil; Adm. Waner Siqueira, Presidente do Conselho de Administração do Rio de Janeiro – CRA-RJ; o Lic. Oscar Mena Redondo, Presidente da Organização Latinoamericana de Administração – OLA, Costa Rica; sr. Rafael Leme, representante da Embaixada Brasileira.

Na sequencia, Juan Felipe Hunt proferiu a palestra “O Trabalho Decente e o Papel das Empresas”. Iniciando sua palestra, Hunt afirmou que os representantes da OIT estão convictos que o trabalho decente transforma as empresas em organização com maior potencial de concorrência. A OIT apresenta um papel importante de gerar um contexto organizador do mercado de trabalho, e as empresas que seguirem as diretrizes estipuladas por essa agência estarão fomentando o desenvolvimento socioeconômico. “O empresário quer um quadro econômico e social pelo qual possa desenvolver a sua atividade”, comentou.

Nesse sentido, a OIT possui programas que promovem o trabalho decente nas empresas, o que apresenta salários dignos e proteção social. Tais programas visam assessorar as empresas em nível internacional a seguirem as diretrizes dos direitos fundamentais promulgados pela agência. “A OIT apresenta um papel fundamental de atuar nas mudanças das políticas em relação ao trabalho nos países”. Mediante a esse aspecto, Hunt apresentou uma série de casos em que a OIT auxiliou as empresas em diversas partes do Mundo a transformarem as normas sociais corporativas e atuarem de forma a promoverem o trabalho descente.

Dentre os exemplos citados, o palestrante abordou a respeito de uma grande empresa no ramo da pesca de atum que apresentava como problemática a dificuldade das mulheres poderem ter os seus filhos mais próximos, o que gerava uma série de dificuldades para a empresa e familiares. A OIT auxiliou nas mudanças das políticas internas organizacionais, tendo êxito na solução da problemática citada. Também, Hunt comentou que várias empresas espanholas buscaram a OIT para a finalização do trabalho infantil através do programa Pró-Ninho. A OIT realizou um trabalho com 100 mil crianças no sentido de promover a capacitação de jovens para ingressarem em idade hábil no mercado de trabalho.

A partir dos exemplos citados, Hunt demonstrou que as empresas auxiliadas pela OIT adquiriram maior lucratividade e maior ingresso no mercado internacional, que prioriza empresas que estabeleçam seus processos produtivos com base nos direitos fundamentais promulgados pela OIT. Portanto, a agência conta com uma diversidade de programas que visam auxiliar as empresas e governos a transformações de suas políticas para um trabalho digno e baseado em direitos humanos básicos. “A OIT busca uma cultura ética do trabalho”, disse Hunt.

Acrescenta-se que, durante o seu pronunciamento, o Adm. Sebastião Luiz de Mello comentou que há um compromisso pelo Conselho Federal de Administração de, ao término do Congresso, ser elaborado um documento no qual serão partilhadas as experiências e indagações que surgiram durante o Congresso de forma a pautar a atuação do administrador brasileiro, a fim de endossar a promoção do trabalho decente promulgado pela OIT. “Tenho certeza que esse intercâmbio de experiências irá oriental nossas futuras ações como gestores. Nós precisamos ampliar a discussão por um mundo do trabalho mais sustentável, ético e responsável”.

A Adm. Cláudia Stadtlober pontou que o CRA-RS corrobora com essa questão e que todos os esforços possíveis serão efetuados para que o administrador apresente um papel decisivo na promoção do trabalho decente, tendo em vista sua importante participação nas empresas, especialmente em áreas estratégicas de pessoal. “Eu compreendo que o papel da OIT é fundamental para gerar relações mais igualitárias no ambiente de trabalho”, comentou Stadtlober.

O Presidente do CRA-RJ, em seu pronunciamento, disse que “não podemos nos esquecer da efetiva contribuição cidadã que a nossa profissão tem no cenário da sociedade brasileira, no processo de transformação social". Segundo o Adm. Waner Siqueira, no Brasil, a empresa é um reduto autoritário que realiza a discriminação social das minorias, embora haja o discurso da ênfase respeitar o cliente. “Nós devemos nos perguntar qual a nossa contribuição, nós vamos exercer o papel de administradores no mundo das organizações como agentes do processo de transformação do processo social ou como meros feitores do capital e trabalho”.

O Lic. Oscar Mena Redondo comentou que o administrador tem um papel fundamental com agente de transformação social, ambiental e do trabalho, e para tanto deve romper paradigmas. “Devemos participar ativamente das políticas públicas estabelecidas pelos governos”. Redondo disse que, até então, a participação dos administradores em âmbito internacional tem sido muito tênue e que esse contexto deve ser alterado a partir de um posicionamento conciso. Dessa maneira, o Congresso em questão é um momento importante para novas reflexões e o estabelecimento de novas posturas por parte da profissão.

Observa-se, assim, que o VII Congresso Mundial de Administração e XII Fórum Internacional de Administração (FIA) obteve como resultado a clarificação da importância do administrador no contexto social do trabalho. Ademais, os Conselhos de Administração estão engajados na promulgação dos direitos fundamentais que pautam o trabalho decente nas organizações, valorizando o papel do administrador nesse processo.

20/10/2011
O trabalho como construtor da dignidade humana é o tema abordado

Domenico De Masi palestra no VII Congresso Mundial de Administração e XII FIA, em Torino, Itália

Domenico De Masi, professor da Universidade La Sapienza de Roma, confere palestra magna no segundo dia do VII Congresso Mundial de Administração e o XII FIA, em Torino, Itália. O professor abordou sobre o tema do trabalho como construtor da dignidade humana tendo como enfoque principal o ócio criativo.

De Masi iniciou sua palestra afirmando que o Taylorismo e o Fordismo foram estabelecidos com o objetivo de racionalizar o processo produtivo e de diminuir a carga de trabalho aos trabalhadores. Como ganho, houve a diminuição do horário de trabalho, que passou de 10 a 12 horas diárias para a forma atualmente conhecida da jornada de 8 h diárias.

Na atualidade, desponta-se novas formas de trabalho. Contudo, conforme De Masi, as transformações, nas sociedades pós-industriais, ocorreram muito rapidamente e ainda não se sabe como administrar os fatores advindos. Assim, é necessário criar novos paradigmas.

O teletrabalho, que apresenta como objetivo retirar o ser humano dos processos de trabalho e torná-lo inteiramente automatizado e informatizado, é a nova aquisição das sociedades pós-industriais. Segundo De Masi, o teletrabalho é uma importante aquisição da humanidade. O trabalho manual, que prioriza o trabalho realizado através do corpo, não propicia a criatividade. Esta só é possível no trabalho realizado através das capacidades mentais, ou seja, o trabalho intelectual. Nesse sentido, o teletrabalho vem a propiciar que a humanidade tenha a sua disposição uma maior possibilidade de criatividade, em uma perspectiva do ócio criativo.

O ócio criativo, conceito lançado por De Mais, representa o tempo livre com objetivos, ou seja, que possa auxiliar na felicidade humana, na construção da família e da sociedade. Assim, o processo de trabalho que possibilita o ócio criativo é importante para o desenvolvimento socioeconômico. “O ócio criativo é aquilo que se faz quando, toda vez que ao trabalharmos, nos sentimos felizes, porque a felicidade é o objeto principal da nossa existência”, comentou.

De Mais denominou de patológico o gestor que fica em seu trabalho 10 a 12 horas diárias e não se beneficia do teletrabalho, baseando as suas tarefas em paradigmas antigos, mediante a concepção do trabalho presencial, ou melhor, que tem como enfoque a presença das pessoas em um mesmo ambiente de trabalho. O professor disse que esses gestores, baseados em crenças obsoletas para a atualidade, não cultivam a convivência familiar, não participam de atividades comunitárias e, assim, não fomentam a construção da sociedade em que vivem. Além disso, estão retirando a possibilidade de trabalho de pessoas mais jovens, impossibilitando que possam ingressar no mercado de trabalho.

“O que está acontecendo no mundo ocidental, e o que está acontecendo também no Brasil devido à globalização e às novas tecnologias, é que os jovens estão em uma situação na qual terminaram os estudos, mas não encontram um trabalho. Passou um ano, passaram dois, três anos e não há trabalho. E não há, não é porque não estejam procurando emprego, simplesmente não há trabalho para esses jovens. Aumenta o número dos que estão procurando trabalho e se reduz o número de empregos, porque grande parte do trabalho é realizada pelas máquinas. O que significa que precisamos redistribuir o trabalho. O pai faz dez horas de trabalho por dia, deixando o filho desempregado. Esses jovens possuem o direito de consumir, com o dinheiro do pai ou do governo, mas não possuem o direito de produzir” comentou De Masi.

O professor ainda acrescentou que, na Itália, são dois milhões de dirigentes que fazem, em média, duas horas extras não pagas, o que representa 500 mil postos de trabalho retirados dos jovens simplesmente porque os seus pais estão adoecidos. “É a folia dos países latinos. O diretor entra no trabalho de manhã, e, ao invés de voltar para casa no final do dia, fica no trabalho. Em geral, são homens e não mulheres. Permanecem em seu ambiente de trabalho não por amor à profissão, mas por ódio à família. Esses homens não ficam com as esposas, não ficam com os filhos, não organizam a sociedade, não organizam a família, não organizam sua comunidade. Com isso, as empresas funcionam mal e a sociedade também. Na Alemanha, onde os gestores vão embora pontualmente 5 h da tarde, as empresas funcionam muito bem e a sociedade também, porque o diretor que tem um know how organizacional que leva para a família e para o bairro. Nos países latinos, onde os gestores ficam horas dentro da empresa, não funciona a empresa e não funciona a sociedade”, alertou De Masi.

Ademais, o trabalho intelectual, como é o trabalho de um gestor, necessita do ócio criativo para que possa adquirir qualidade e ser eficaz. De acordo com De Mais, as maiores invenções da humanidade surgiram em momentos de ócio criativo.

Portanto, De Masi acrescentou que um gestor deve participar das atividades culturais de sua comunidade, tal como ir ao cinema assistir um filme, realizar viagens para ir a congressos, conhecer culturas diferenciadas da sua, dentre outras atividade citadas pelo professor. A vida humana deve priorizar a felicidade e a construção social para obter sentido. “O trabalho intelectual é completamente diferente do trabalho anterior. Para um trabalhador intelectual, ir ao cinema não é um desperdicio de tempo, é enriquecimento. Um trabalhador intelectual precisa ir ao teatro, ler um livro, ler poesia, pois essas atividades alimenta o espírito. Nós trabalhadores intelectuais trabalhamos com o cérebro e este nos acompanha”, pontou o especialista.

De Masi finalizou sua palestra dizendo: “eu acredito que se não aceitarmos as vantagens da sociedade pós-industrial, se não aprendermos a nos beneficiarmos das vantagens advindas, entramos em crise e, se estivermos em crise, não vamos planejar o futuro. Sem planejar o futuro, ninguém vai planejá-lo para nós. Quem trabalha na empresa precisa eliminar os paradoxos que existem dentro da empresa. Por exemplo, os diretores precisam conhecer mais o mundo, mas ficam fechados dentro de seus escritórios. Temos diversas situações absurdas que poderiam ser citadas. Mas o absurdo maior é não planejar o futuro e, para isso, é necessário realizar sua previsão”.

Fonte: Consumidor RS, direto de Turin, Itália

Autor: Consumidor RS 

Revisão e Edição: Redação

19/10/2011
Lições do caso Rafinha Bastos

Por Marcos Morita

O caso ocorrido com o humorista Rafinha Bastos, apresentador do programa CQC, na Rede Bandeirantes, provocou um tremendo mal estar na direção da emissora. Tamanha saia justa causou a demissão do funcionário, o qual popular no Twitter e em outras redes sociais, tem postado comentários nada lisonjeiros. Conforme notícias publicadas na mídia, seu perfil ácido já vinha incomodando seus colegas de bancada, assim como altos executivos da empresa.

Apesar da menor repercussão, já ouvi diversos casos de funcionários que perderam seus empregos, foram preteridos a promoções, queimaram sua imagem, ficaram estigmatizados ou criaram um perfil não condizente com o cargo que ocupam. Em geral não tão famosos, muitas vezes não têm tempo ou chance de explicarem as causas de seus comentários infelizes. Creio que consiga classificá-los conforme seu momento de carreira.

Os inexperientes. Estagiários e principalmente trainees confundem processos seletivos rigorosos com o dia-a-dia da empresa. Exigidos ao máximo durante a contratação, costumam chegar de salto alto aos departamentos. Comentários sobre viagens de intercâmbio, diplomas de universidades de primeira linha e domínios de vários idiomas devem ser comentados somente quando solicitados.

Os recém-chegados. Comum em funcionários que passaram longos períodos em outras instituições, os quais têm sempre na ponta da língua a ladainha: “na empresa em que eu trabalhava fazíamos assim ou assado”. Interessante nas primeiras vezes ou quando bem aplicados, tornam-se motivo de chacota entre seus pares. A pergunta que paira no ar: “Se era tão bom por lá, porque decidiu sair?”.

Os muito experientes. Este perfil é ainda comum em empresas mais conservadoras. Apesar de contrabalancearem uma reunião ou projeto, podem se tornar uma pedra no caminho, colocando obstáculos às novas ideias através de comentários como: “já fizemos algo parecido na gestão passada ou acredito que não vai dar certo”. Se este for seu perfil, não se surpreenda se não for convidado para reuniões importantes.

Os high performers. Constituído pelos funcionários mais bem avaliados em suas funções, seja por mérito, relacionamento ou ambos. Sua autoconfiança extrapola os limites de sua “estação de trabalho”, atingindo subordinados, pares e muitas vezes clientes e fornecedores. Vale salientar que em épocas de mercado aquecido, fusões e aquisições, seu desempenho pode ser posto à prova, questionado, ou até mesmo colocado a escanteio.

Os fofoqueiros. Sua baia costuma ser ponto de encontro, além de ir com frequência acima do habitual ao café da empresa. Utiliza seu relacionamento para realizar seu trabalho ou ajudar os mais próximos. Não obstante uma ferramenta poderosa quando bem utilizada, vale o ditado: “o peixe morre pela boca”.

Em suma, em épocas de longas jornadas, creio que ninguém conseguiria falar somente o estritamente necessário, evitando comentários com duplo sentido ou alguma conotação negativa. O problema começa a ficar mais grave quando você é associado a algum dos perfis acima, potencializando os comentários proferidos. Apesar de não serem divulgados em rede nacional, podem ficar gravados no subconsciente de subordinados, colegas e superiores, comprometendo sua imagem, carreira e lugar de destaque no lado esquerdo do chefe.

Fonte:Portal da Propaganda

Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais. 

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